A Prefeitura de Maracaju, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Unidade de Vigilância de Zoonoses, reforça as orientações à população sobre a prevenção e os cuidados relacionados à raiva, doença transmissível de elevada letalidade que pode acometer mamíferos, incluindo cães, gatos, bovinos, equinos, suínos, macacos, morcegos e seres humanos.
A principal forma de prevenção da raiva em cães e gatos é a vacinação antirrábica, recomendada anualmente pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS). Em Maracaju, a vacinação gratuita está disponível durante todo o ano na Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ).
Atenção aos sinais de suspeita
Todo mamífero que apresentar alterações neurológicas ou comportamentais incomuns deve ser observado com atenção. Entre os principais sinais estão mudanças repentinas de comportamento, agressividade ou apatia incomum, dificuldade para engolir, salivação excessiva, alterações na locomoção, paresia ou paralisia e mudanças nos hábitos.
No caso dos morcegos, voos durante o dia, dificuldade para voar, presença no chão ou comportamento incomum são situações que exigem atenção. A orientação é não tocar ou manipular o animal, mesmo que esteja morto.
O que fazer ao encontrar um morcego?
A população deve evitar qualquer contato direto com o animal e impedir que cães, gatos ou pessoas se aproximem. Quando possível, o morcego deve ser isolado utilizando um balde, caixa de papelão ou pano, sem que haja manipulação direta.
Em áreas urbanas, a orientação é acionar imediatamente a Unidade de Vigilância de Zoonoses. Já em áreas rurais, o contato deve ser feito com a Iagro.
A Prefeitura também reforça que os morcegos possuem importante função ecológica e não devem ser mortos ou eliminados indiscriminadamente.
Cães e gatos que tiveram contato com morcegos
Caso um cão ou gato tenha tido contato físico, sofrido mordedura ou exista suspeita de agressão por um morcego, o tutor deve evitar novos contatos e comunicar imediatamente a Unidade de Vigilância de Zoonoses, além de procurar atendimento com médico-veterinário.
Para animais expostos ao contato com morcegos com diagnóstico desconhecido, os procedimentos de vacinação e acompanhamento serão definidos conforme o histórico vacinal do animal.
Cães e gatos não vacinados contra a raiva: são previstas três doses de vacina antirrábica, nos dias 0, 7 e 30 após o possível contato.
Cães e gatos previamente vacinados: são previstas duas doses, nos dias 0 e 7.
Em caso de novo contato até um ano após a profilaxia: é prevista uma dose no dia 0.
Nos casos indicados, o animal deverá permanecer isolado em ambiente domiciliar, com acompanhamento de médico-veterinário, pelo período de 180 dias, mediante termo de responsabilidade assinado pelo tutor.
Cuidados em caso de exposição humana
A raiva pode ser transmitida ao ser humano quando a saliva de um animal infectado entra em contato com pele lesionada ou mucosas, principalmente por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras.
Em caso de mordedura, arranhadura ou lambedura em ferimento ou mucosa, a orientação é:
● Lavar imediatamente o local com água corrente e sabão;
● Procurar imediatamente uma unidade de saúde;
● Informar detalhadamente como ocorreu o contato, qual foi a espécie do animal e as circunstâncias do acidente;
● Informar se o animal pode ser localizado e observado;
● Não interromper qualquer protocolo de profilaxia por conta própria.
A definição da necessidade de vacinação ou outros procedimentos de profilaxia pós-exposição deve ser realizada pelo serviço de saúde. Quando indicada e realizada oportunamente, a profilaxia pós-exposição é uma medida altamente eficaz para prevenção da raiva humana.
Vacinação antirrábica gratuita em Maracaju
A Unidade de Vigilância de Zoonoses de Maracaju oferece vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos durante todo o ano, de segunda a sexta-feira, em dias úteis.
Horário: das 7h às 11h e das 13h às 17h
Local: Unidade de Vigilância de Zoonoses
Endereço: Rua Rui Barbosa, nº 281, Vila do Prata
A Prefeitura de Maracaju e a Secretaria Municipal de Saúde reforçam que a prevenção começa com atitudes simples, como manter a vacinação dos animais em dia, evitar o contato com animais silvestres e buscar orientação profissional diante de qualquer situação suspeita.









