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MAI
18
18 MAI 2022
SAÚDE
CAPS de Maracaju realiza caminhada em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial
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PROCESSANDO ÁUDIO
Com a presença da Primeira Dama Meire Calderan, Ação visa reconhecer e valorizar a luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental.
 
Nesta quarta-feira 18-05, os profissionais da saúde que integram a equipe da Secretária de Saúde e CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, realizaram uma caminhada alusiva ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
 
Esta data foi instituída com o objetivo de reconhecer e valorizar a luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Dentro desta luta entra o combate à ideia de que se deve isolar a pessoa com sofrimento mental em nome de pretensos tratamentos, ideia baseada apenas nos preconceitos que cercam a doença mental. O Movimento da Luta Antimanicomial faz lembrar que como todo cidadão estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direto a receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.
 
De acordo com Secretária Interina de Saúde, Rubya Machado Mendonça, Maracaju conta com uma ampla estrutura para o atendimento as pessoas na área de saúde mental.
 
Trabalhamos constantemente, através de palestras, iniciativas em escolas e postos de saúde quanto a questão da saúde mental, por isso, projetamos essa caminhada com o objetivo de divulgar a data e reforçar que o município trabalha diariamente para este que é o mal do século. Temos Médico Psiquiatra e diversos psicólogos para assistir a comunidade maracajuense e conclamamos, não tenha vergonha de pedir ajuda, temos profissionais treinados para atuar neste segmento.” Explicou Rubya Machado Mendonça.
 
A caminhada ocorreu no trecho do CAPS até a Prefeitura de Maracaju, onde foram soltos balões com o significado de “Trancar não e tratar” em um ato alusivo a importância da liberdade.
 
Segundo a Coordenadora do CAPS, Elisangela Costa Lima, a melhor solução é o tratamento terapêutico com a ajuda da família e a colaboração de todos.
 
Eu convido a comunidade para conhecer a “Luta Manicomial”, se inteirar sobre o tratamento que é feito de forma terapêutica entre a equipe de Saúde multidisciplinar e família, para que aqueles pacientes que tem transtorno mental sejam inseridos no convívio da comunidade, pois a internação é a última solução.
 
O ato contou com o apoio da Primeira Dama Meire Calderan, servidores da Secretaria Municipal de Saúde, Unidades Básicas de Saúde, Secretaria de Assistência Social e Coordenadoria da Mulher.
 
Sobre o Dia Nacional da Luta Antimanicomial
 
O Movimento da Reforma Psiquiátrica se iniciou no final da década de 70, em pleno processo de redemocratização do país, e em 1987 teve dois marcos importantes para a escolha do dia que simboliza essa luta, com o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, em Bauru/SP, e a I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília.
 
Com o lema “por uma sociedade sem manicômios”, diferentes categorias profissionais, associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos da sociedade questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações em hospitais psiquiátricos, denunciam as graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais e propõe a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.
 
Assim como o processo do Movimento da Reforma Sanitária, que resultou na garantia constitucional da saúde como direito de todos e dever do estado através da criação do Sistema Único de Saúde, o Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei 10.216/2001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.
 
Autor: Tiago S. Rodrigues DRT 1785/MS - Assessor de Comunicação Responsável
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